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Reforma

Cronograma físico-financeiro

Definição

O cronograma físico-financeiro é o plano que junta duas coisas da reforma: o que vai ser feito e quando (o físico) e quanto sai de dinheiro em cada etapa (o financeiro). Ele mostra, semana a semana, o avanço da obra e o caixa que ela consome, e é o que mantém a reforma no prazo e no orçamento, os dois pontos onde o flip mais escorrega.

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Um cronograma físico-financeiro amarra duas perguntas que, no flip, decidem o resultado: quanto tempo a reforma vai levar e quanto dinheiro ela vai consumir, e em que ritmo. O lado físico é a sequência das etapas da obra com suas datas; o lado financeiro é o desembolso ligado a cada etapa. Juntos, dão uma foto semanal de quanto da obra está pronta e quanto já saiu do caixa.

O lado físico: a ordem da obra

O cronograma físico organiza a obra na ordem certa. Reforma tem uma sequência que não dá pra furar:

  1. demolição;
  2. depois hidráulica e elétrica embutidas;
  3. contrapiso;
  4. revestimentos;
  5. e só então pintura e acabamentos.

Pular etapa ou inverter a ordem gera retrabalho, que é dinheiro e tempo jogados fora (pintar antes de mexer no encanamento é o clássico). Definir essa sequência com prazos é o que transforma "vou reformar" em "sei o que acontece em cada semana".

Dentro dessa sequência existe o caminho crítico: a fila de tarefas que determina o prazo total da obra. São as etapas que, se atrasarem, empurram tudo pra frente, porque a obra não termina antes delas. As tarefas fora do caminho crítico têm folga, dá pra remanejá-las sem atrasar o conjunto. Saber qual é o caminho crítico diz onde um atraso realmente dói: é ali que você concentra atenção, porque um dia perdido numa tarefa crítica é um dia a mais de carrego.

O lado financeiro: quanto e quando

O lado financeiro responde "quanto preciso ter, e quando". A reforma não consome o dinheiro de uma vez, ele sai por etapa: material comprado, mão de obra paga por medição, acabamentos no fim. O cronograma financeiro distribui esse desembolso no tempo, montado a partir dos seus orçamentos reais, pra você não ser pego sem caixa no meio da obra. Uma reforma que para porque o dinheiro acabou é o pior dos mundos: você paga carrego sem avançar e ainda corre o risco de perder a equipe. Se o flip é alavancado, esse planejamento é ainda mais crítico, porque o custo do dinheiro corre enquanto a obra não anda.

No flip, o cronograma físico-financeiro é a ferramenta que ataca o custo mais traiçoeiro: o tempo. Cada semana a mais de obra é mais carrego e menos TIR. Acompanhar o previsto contra o realizado, no físico e no financeiro, é o que te avisa cedo que a obra está atrasando ou estourando o orçamento, enquanto ainda dá pra corrigir. É a diferença entre uma reforma que você controla e uma que controla você.

Perguntas frequentes

O que é um cronograma físico-financeiro?

É o plano que junta o avanço da obra (o físico: quais etapas, em que ordem e prazo) com o desembolso de cada etapa (o financeiro: quanto sai e quando). Serve pra manter a reforma no prazo e no orçamento.

Por que ele importa tanto num flip?

Porque o tempo é o custo mais perigoso do flip. Cada semana a mais de reforma é mais carrego (IPTU, condomínio, juros) e uma TIR menor. O cronograma controla o prazo e o caixa, os dois lugares onde a reforma mais estoura.

O que é o caminho crítico?

É a sequência de tarefas que define o prazo total da obra: se uma delas atrasa, a obra inteira atrasa. As tarefas fora do caminho crítico têm folga. Saber qual é ajuda a focar onde um atraso custa tempo de verdade.

Como monto um cronograma de reforma?

Liste as etapas na ordem técnica (demolição, hidráulica e elétrica, contrapiso, revestimentos, pintura, acabamentos), dê um prazo a cada uma e associe o custo e o momento do desembolso de cada etapa, a partir dos seus orçamentos. Depois acompanhe o previsto contra o realizado, semana a semana.

Qual a diferença entre cronograma físico e financeiro?

O físico é o "o quê e quando" da obra (as etapas e seus prazos); o financeiro é o "quanto e quando" do dinheiro (o desembolso de cada etapa). O cronograma físico-financeiro é os dois juntos, um amarrado no outro.

Continue no glossário

CUB (Custo Unitário Básico)O CUB é um índice mensal que estima quanto custa construir um metro quadrado de um prédio padrão. É calculado por cada Sindicato da Construção (Sinduscon) estadual e serve de referência de custo de obra. Pra quem faz flip, é um ponto de partida pra dimensionar a reforma, não o orçamento final.SINAPIO SINAPI é o sistema oficial de custos da construção no Brasil, calculado pelo IBGE e pela Caixa. Ele publica, mês a mês e por estado, o preço de referência de materiais e serviços de obra e o custo por metro quadrado, e é a base obrigatória pra orçar obra pública. Pro flip, é uma referência pra conferir o seu orçamento de reforma, sempre com a tabela do estado do imóvel.Estudo de viabilidadeO estudo de viabilidade é a conta que você faz antes de comprar pra saber se o flip fecha: junta o valor de revenda, todos os custos e o retorno esperado num lugar só e responde a única pergunta que importa, "esse negócio dá dinheiro no prazo e no risco que eu topo?". É o que separa investir de apostar.Teto de compra (MAO)O teto de compra, ou MAO (maximum allowable offer), é o valor mais alto que você pode pagar por um imóvel pra revender e ainda sobrar margem. A conta parte do valor de revenda, não do preço que o vendedor pede.TIR (taxa interna de retorno)TIR (taxa interna de retorno) é o retorno do flip expresso como uma taxa por período, em geral ao ano, levando em conta quando cada centavo entra e sai. É o número que deixa você comparar o flip com qualquer outro investimento, porque, diferente do ROI, ela embute o tempo. O VPL (valor presente líquido) é o irmão dela: diz, em reais de hoje, quanto o negócio cria de valor acima do mínimo que você exige.

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Do conceito pra operação: veja como o Flipper Hub organiza isso.Ver no Flipper Hub